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TSE alerta sobre mudança na ordem de votação na urna

Qua - 07 Jul Escrito por Redação
 O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, alertou o Senado que a mudança na ordem de votação na urna eletrônica, cujo projeto foi aprovado nesta semana pela Câmara, poderá acarretar problemas para a eleição deste ano. O Senado deverá analisar o projeto, que estabelece que os nomes dos deputados federais devem ser os primeiros a aparecer na ordem de votação da urna eletrônica.
 
De acordo com o TSE, além de gastos extras, a alteração levaria à necessidade de modificar três softwares, que são os de votação totalização e divulgação. E não haveria tempo hábil para mudar esses softwares e realizar os "imprescindíveis" testes de segurança.
 
"Isso (a alteração na ordem de votação) implicaria a renovação de todas as fases de testes e simulados indispensáveis à segurança do Sistema Eletrônico de Votação, o que causaria impacto e atraso significativos no cronograma de programação das 400 mil urnas", advertiu a Secretaria Geral do TSE no ofício encaminhado por Lewandowski ao Congresso. "Tal alteração, se implementada, afetaria a normalidade do Sistema Eletrônico de Votação", acrescentou.
 
O TSE informou ainda que já foi determinada a impressão de 54,2 milhões de folhetos de orientação aos eleitores e de 1 milhão de cartazes explicativos sobre os procedimentos e a ordem de votação. O custo total da impressão é de R$ 500 mil. "A reimpressão do material gráfico, além de causar prejuízo ao erário, poderia inviabilizar a distribuição aos 27 tribunais regionais eleitorais do País", ressaltou o TSE.
 
Até 2008, os eleitores votavam primeiro em seu candidato a deputado federal. No entanto, uma resolução do TSE modificou a ordem, fazendo com que os eleitores passassem a votar primeiro no deputado estadual ou distrital, no caso do Distrito Federal. Em seguida, os eleitores devem escolher o deputado federal, o senador, o governador e o presidente da República.
 
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Redução da idade penal não reduzirá violência

Sex - 11 Jun Escrito por Plenário 3
 A Comissão de Seguridade Social e Família discutiu, no dia 25 de maio, o Projeto de Decreto Legislativo 129/07, do deputado Manato (PR-ES), que autoriza a realização de plebiscito com a finalidade de definir o limite de idade penal para menor infrator.
 
Durante a audiência pública, o procurador federal dos Direitos do Cidadão Paulo de Souza Queiroz afirmou que a proposta viola dispositivo constitucional, chamada cláusula pétrea - referente a direitos e garantias individuais -, e que esta modificação somente poderia ocorrer se uma nova Constituição fosse aprovada. “Segundo a maioria da doutrina, nem mesmo por emenda constitucional seria possível a redução da idade penal. Muito provavelmente, o Supremo vai declarar a proposta inconstitucional”, argumentou.
 
Representantes do Executivo, Judiciário, Ministério Público e entidade civil afirmam que proposta de plebiscito que definirá limite de idade penal é inconstitucional
 
Na avaliação do procurador, a redução não vai significar menos criminalidade e mais segurança. “Não podemos ficar buscando soluções paliativas, mas soluções que resolvam o problema da criminalidade na sua raiz. Pois a intervenção penal juvenil é uma solução sintomatológica e não na raiz do problema”, criticou.
 
Mito
Outro ponto destacado por Paulo de Souza Queiroz é o mito da impunidade que existe em relação aos atores de atos infracionais, partindo do pressuposto de que o menor que pratica ato infracional e sofre medida socioeducativa não é punível. E que o sistema penal aplicado aos adultos seria preferível. “É engano supor que a medida socioeducativa seja mais branda de que a pena aplicada aos adultos, prevista no Código Penal. Em princípio as medidas do Estatuto são mais brandas de que o Código Penal, mas na prática esse ‘Direito Penal Juvenil’ é tão duro ou mais duro de que o Código Penal”, afirmou.
 
Para Paulo de Souza Queiroz, a legislação penal não é, necessariamente, garantia de mais castigo. “Não existem provas de que o direito penal seja capaz de evitar novos crimes”, observou.
 
Segundo o procurador, se a ideia que move o plebiscito é castigar, mais duramente, o menor infrator, isso poderia ser feito por uma mera modificação na lei. Aumentando, se for o caso, o período de internação. Parecer pela rejeição Relator da matéria na Comissão, o deputado Dr. Paulo César (PR-RJ) destacou a importância do tema em nossa sociedade. “Alguns países adotaram a diminuição de idade, no entanto constataram estatisticamente que não houve diminuição da violência e criminalidade. Não podemos condenar gerações inteiras, mas criar e oferecer políticas públicas eficazes para a melhor qualidade de vida dos nossos adolescentes”, argumenta o parlamentar. 
 
Acordo internacional
A representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Carmem Carmem de Oliveira destacou que a proposta também viola tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. “A inclusão escolar é a melhor saída para diminuir a violência praticada por adolescentes, e não a diminuição da idade penal”, defendeu.
 
Carmen Oliveira apresentou dados aos participantes da audiência mostrando que, em 2009, no Estado de São Paulo, ocorreram 2.956 infrações cometidas por adolescentes, o que representa 7,31% de todos os atos criminosos registrados no Estado. “Há uma superexposição desse adolescente na mídia, o que faz com que a opinião pública tenha mais estigmas em relação a este adolescente e isso dificulta a própria abertura de novas oportunidades de vida para este adolescente”, ressaltou. 
 
Hoje, a idade penal no Brasil é de 18 anos. Isso quer dizer que ninguém abaixo dessa idade pode ser punido com base no Código Penal. Quem tem entre 12 e 18 anos e comete alguma infração fica sujeito às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, a exemplo da internação por até três anos.
 
Tramitação
A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, e em seguida pelo plenário da Câmara.

Segundo o deputado Dr. Paulo Cesar, a audiência pesou no sentido de apresentar relatório contrário à realização do plebiscito. “Vamos continuar conversando, mas, realmente, o relatório também aqui na Seguridade Social e Família será contrário a este plebiscito para a imputabilidade ao menor infrator, em que estaríamos diminuindo a maioridade penal em nosso País”.
 
Já o autor da proposta, deputado Manato (PDT-ES), entende que a questão da diminuição da idade penal deveria ser definida pela sociedade. “Acredito que esta maioridade teria de ser discutida amplamente com a sociedade. Então, quando falamos em plebiscito, é porque nós queríamos que a sociedade definisse”.
   
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[Atualizado] Audiência Pública: A Função do Farmacêutico na Sociedade

Seg - 07 Jun Escrito por Redação
 Aconteceu, no dia 10/06, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, audiência pública que debateu o papel do farmacêutico na sociedade brasileira. A mesa foi presidida pelo vereador Carlos Eduardo de Mattos (PSB/RJ) e composta pelo vereador Ivanir de Mello (PP/RJ), pela juíza Margareth dos Santos, pelo presidente do CRF/RJ, Paulo Oracy Azeredo, pelo presidente do Sinfaerj, Francisco Cláudio de Souza Melo, pelo presidente da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), José Liporage Teixeira, e pelo chefe da Vigilância Sanitária do Município do Rio de Janeiro, Paulo Maurício Ballado. 
 
Durante a audiência, foram ouvidas todas as autoridades que compunham a mesa, além de outras que compareceram ao encontro, como o vice-presidente do CRF-RJ, Marcus Athila; a vice-presidente da Associação de Farmácias Magistrais do Rio de Janeiro, Aline Napp; o vereador de Angra dos Reis, Manoel Parente (PHS/RJ); o deputado federal Mauro Nazif (PSB/RO), autor do Projeto de Lei nº 5.359/09, que propõe um piso salarial nacional para o farmacêutico de R$ 4.650; o deputado federal Dr. Paulo César (PR/RJ) que é relator do projeto, entre outras autoridades públicas. 
 

Todos concordaram que o farmacêutico é um profissional de saúde, mas que ainda precisa ser visto com tal pela sociedade e pelo poder público. Em muitas unidades públicas de saúde, por exemplo, o farmacêutico ainda não está presente para garantir o uso racional do medicamento. 
 
A juíza Margareth dos Santos afirmou que o farmacêutico é um profissional de extrema importância em um país carente de saúde como o Brasil. Além disso, destacou que a responsabilidade deste profissional é “subjetiva”. “Quando houver problemas com medicamentos, a justiça tem que apurar os fatos. Se concluir que o farmacêutico agiu com prudência e que aplicou corretamente seus conhecimentos técnicos, ele não será responsabilizado pelo dano causado ao paciente”, disse. 
 
Paulo Oracy Azeredo, presidente do CRF-RJ, fez uma crítica aos altos preços dos medicamentos. Segundo ele, apenas 10% da população consomem 60% do total de remédios do país, destacando a importância do Programa Farmácia Popular do Brasil no acesso ao medicamento. 
 
O chefe da Anvisa RJ, Paulo Maurício Ballado, falou que o farmacêutico sempre foi muito técnico em sua atuação profissional, esquecendo o lado humano. “Estamos agora em uma retomada. Não basta fazer o medicamento, é importante dispensar com orientação farmacêutica”, afirmou. Ballado fechou o discurso dele com o seguinte questionamento: “Queremos ser estabelecimento de saúde ou continuar a sermos vistos como estabelecimento comercial?”. 
 
O vereador Carlos Eduardo de Mattos sugeriu à sociedade exigir a presença de farmacêuticos por 24 horas nas unidades de atendimento do SUS. E aproveitou a oportunidade para anunciar que, em breve, será lançada uma campanha contra a automedicação, em parceria com a Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores e com demais autoridades farmacêuticas. 
 
Também estiveram presentes no evento farmacêuticos e estudantes de Farmácia.
 
Fonte: CRF-RJ
   
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Seguridade social - Relator deve rejeitar plebiscito sobre idade penal

Qua - 26 Mai Escrito por Jornal da Câmara - Idhelene Macedo
 O projeto que autoriza a realização de plebiscito para diminuir a idade penal deverá ser rejeitado na Comissão de Seguridade Social. A proposta (PDC 129/07) ainda será analisada na Comissão de Constituição e Justiça, antes de seguir para o plenário. 
 
Segundo o relator, deputado Dr. Paulo César (PR-RJ), audiência pública realizada ontem pesou no sentido da rejeição do plebiscito, a exemplo da decisão firmada anteriormente na Comissão de Segurança Pública. Paulo César antecipou que vai apresentar o parecer no mês que vem.
 
“Vamos continuar conversando, mas, realmente, o relatório também aqui na Seguridade Social e Família será contrário a este plebiscito para a imputabilidade ao menor infrator e que estaríamos diminuindo a maioridade penal em nosso País.”
 
Representantes do governo, do Judiciário e da sociedade civil defenderam a inconstitucionalidade do projeto. Paulo de Souza Queiroz, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, observou que a proposta pretende alterar uma das chamadas cláusulas pétreas, referentes a direitos e garantias individuais, o que só poderia acontecer se uma nova Constituição fosse aprovada.
 
“Segundo a maioria da doutrina, nem mesmo por emenda constitucional seria possível a redução da idade penal. Parece-me que, ainda que eventualmente seja aprovado um projeto de emenda à Constituição reduzindo a idade penal, muito provavelmente o Supremo vai declarar isso inconstitucional. Então, entendo que é um projeto fadado ao insucesso.”
 
Tratados internacionais
A representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Carmem de Oliveira, destacou que a proposta também viola tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. Segundo ela, a inclusão escolar é a melhor saída para diminuir a violência praticada por adolescentes e não a diminuição da idade penal.
 
“Estatisticamente, a cada 100 registros policiais, apenas 10% são de adolescentes. Agora, se eu abrir um jornal, a impressão é outra, de que os adolescentes representam 90% dos registros policiais. Há uma superexposição desse adolescente na mídia, o que faz com que cidadãos superdimensionem o problema. Isso faz com que a opinião pública tenha mais estigmas em relação a este adolescente e dificulta a própria abertura de novas oportunidades de vida.”
 
Sociedade
O autor da proposta, deputado Manato (PDT-ES), disse que a questão deveria ser definida pela sociedade. “Ainda acredito que se a pessoa hoje pode votar aos 16 anos, se ele tem mais informações, tem mais globalização, acredito que a maioridade penal teria de ser discutida amplamente com a sociedade. Quando falamos em plebiscito é porque queríamos que a sociedade definisse.”
 
Hoje, a idade penal no Brasil é de 18 anos. Isso quer dizer que ninguém abaixo dessa idade pode ser punido com base no Código Penal. Quem tem entre 12 e 18 anos e comete alguma infração fica sujeito às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, a exemplo da internação por até três anos.

“A audiência foi solicitada em função da importância do tema – limite de idade para a imputabilidade do menor infrator – em nossa sociedade. Ouvir diversos setores da sociedade com dados referentes ao estatuto, pontos desconhecidos de punição aos adolescentes contrariando a idéia da população diante de punições estabelecidas e estatísticas trouxeram novas informações para a elaboração do parecer ao projeto. Alguns países adotaram a diminuição de idade, no entanto constataram estatisticamente que não houve diminuição da violência e criminalidade. Não podemos condenar gerações inteiras, mas criar e oferecer políticas públicas eficazes para a melhor qualidade dos nossos menores e adolescentes”. Dr. Paulo César PR/RJ
   
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Deputado participa de discussão sobre certificação de origem de produtos florestais

Qua - 19 Mai Escrito por Redação
 A Frente Parlamentar Ambientalista recebeu nesta quarta-feira (19) representantes do LIDE Sustentabilidade. Dr. Paulo César PR/RJ participou do encontro no qual foi discutida a importância da certificação  florestal "Madeira e os Desafios para a Certificação de Origem"  com palestras de Fernando  Von Zuben, Diretor Executivo de Meio Ambiente da Tetra Pak e de Roberto Smeraldi, Diretor da OSCIP Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. Durante o evento, foi apresentado o  manifesto com o posicionamento do LIDE Sustentabilidade a respeito do tema.
 
MANIFESTO PELA CERTIFICAÇÃO DE ORIGEM DOS PRODUTOS FLORESTAIS
Nós, associações de empresas que incorporamos em nossas atividades o princípio da sustentabilidade, ressaltamos que a certificação de Florestas representa um posicionamento único do nosso País frente aos nossos competidores internacionais, pois podemos fazer algo em uma escala que nenhum país jamais fez. A certificação é uma grande vantagem competitiva, além de reduzir o risco de barreiras comerciais. Uma inovação como esta possibilita que a indústria florestal cresça reduzindo cada vez mais os impactos ambientais, conservando a biodiversidade, gerando emprego e renda nesta cadeia e, ao mesmo tempo, diminuindo sensivelmente a emissão de gases de efeito estufa.  Apoiamos as iniciativas de políticas públicas que privilegiam a compra de produtos de origem certificada.
 
   
 

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