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Câmara aprova aposentadoria especial de pessoas com deficiência

Qui - 22 Abr Escrito por Agência Câmara
O Plenário aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei Complementar 277/05, que permite às pessoas com deficiência se aposentarem com menos tempo de contribuição à Previdência Social. No caso de deficiência moderada, os homens poderão se aposentar com 27 anos de contribuição e as mulheres com 22 anos. São três a menos que a regra atual. Se a deficiência for grave, a redução será de cinco anos: 25 anos para o homem e 20 anos para a mulher. A matéria segue para o Senado.
 
O texto aprovado unanimemente por 324 deputados é o de uma emenda do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), relator do projeto pela Comissão de Seguridade Social e Família. O presidente Michel Temer elogiou o autor da proposta, o ex-deputado Leonardo Mattos. "Espero que ele esteja feliz com a aprovação desse projeto", afirmou.
 
Para contarem com o benefício previsto, os segurados terão de comprovar que possuíam a deficiência durante todo o período de contribuição. Para quem adquirir a deficiência após a filiação ao regime geral da Previdência, os tempos diminuídos serão proporcionais ao número de anos em que o trabalhador exerceu atividade com deficiência.
 
Grau leve
Ribamar Alves explicou que, a pedido do governo, não houve redução para os portadores de deficiência leve, porque nesses casos não há impedimentos e dificuldades que justifiquem um tempo menor de contribuição.
 
Segundo o deputado, um regulamento especificará o grau de limitação física, mental, auditiva, intelectual ou sensorial, visual ou múltipla que levará à classificação do segurado como pessoa com deficiência. O regulamento também definirá em que grau (leve, moderada ou grave) cada deficiência será enquadrada.
 
O texto aprovado já especifica, entretanto, que para efeitos do projeto a deficiência deverá restringir a capacidade de exercer diariamente um trabalho.
 
Aposentadoria por idade
A aposentadoria por idade também poderá ser requisitada com cinco anos a menos que a idade exigida atualmente, de 65 anos para homem e 60 para mulher. Tanto o homem quanto a mulher com deficiência deverão ter contribuído por um mínimo de 15 anos, devendo comprovar essa condição durante todo esse tempo.
 
Em todos os casos de aposentadoria especial, o grau de deficiência será atestado por perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a cada cinco anos.
 
No caso de agravamento da doença, o segurado poderá pedir uma perícia em tempo inferior a cinco anos. Isso possibilitaria a mudança de enquadramento de deficiência moderada para grave, por exemplo.
 
Renda mensal
A renda mensal das pessoas com deficiência aposentadas por tempo de contribuição será de 100% do salário de benefício. Na regra geral, o aposentado recebe 70%, podendo atingir o total se trabalhar mais cinco anos.
 
No caso da aposentadoria por idade, o provento a receber será de, no mínimo, 70%, mais 1% a cada doze meses de contribuição. Esse método deve-se ao fato de que a contribuição mínima exigida da pessoa com deficiência é de 15 anos na aposentadoria por idade. Portanto, o segurado que houver contribuído mais receberá mais.
 
Íntegra da proposta: PLP-277/2005
 
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Comissão aprova piso salarial de R$ 4.650 para psicólogos

Qui - 22 Abr Escrito por Agência Câmara
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou o Projeto de Lei 5440/09, do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), que institui o piso nacional para os psicólogos, no valor de R$ 4.650. A proposta altera a Lei 5.766/71, que criou o conselho federal da categoria.
 
De acordo com o projeto, o piso salarial sofrerá reajuste logo após a sanção do texto equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre fevereiro de 2009 e o mês anterior ao início da vigência da lei. Aumentos futuros serão concedidos anualmente, também com base no INPC.
 
O projeto recebeu parecer favorável do relator, deputado Ribamar Alves (PSB-MA). Segundo ele, a má remuneração dos profissionais de saúde é um dos principais problemas do setor. A situação atinge também os psicólogos, que, de acordo com Alves, desempenham um papel relevante nos programas de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora nas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
Íntegra da proposta: PL-5440/2009
   
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Metade dos estádios da Copa atrasará obras, diz subcomissão

Sex - 16 Abr Escrito por Agência Câmara
O presidente da subcomissão que fiscaliza a organização da Copa do Mundo de Futebol de 2014, deputado Silvio Torres (PSDB-SP), disse nesta quinta-feira que apenas metade dos estádios que acomodarão os jogos da copa terão as obras iniciadas até maio, prazo acordado com a Federação Internacional de Futebol (FIFA).
 
Ele dá como exemplo de obras que vão atrasar as que serão feitas nos estádios do Distrito Federal, de São Paulo e do Rio Grande do Norte. Em relação ao Rio de Janeiro, o deputado tem dúvidas sobre como ficará a situação do Maracanã, depois das inundações da cidade.
 
O deputado, que requereu a audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para debater o assunto, também chamou atenção para o atraso em obras de infraestrutura aeroportuária, considerado um dos setores mais deficitários segundo as demandas do evento.
 
"Faz praticamente dois anos e meio que assinamos o compromisso para sermos sede da Copa e até agora não há nenhuma obra iniciada nos aeroportos", afirma Sílvio Torres. 
 
Obras em maio
A construção da Arena Verde, que sediará jogos da Copa de 2014 no estado do Amazonas, está entre os casos onde as obras serão iniciadas até maio. A informação é do secretário-executivo de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Amazonas, Rodrigo Camelo, que também participou da audiência. Ele informou que o custo total das obras de infraestrutura na cidade de Manaus soma R$ 2,3 bilhões - sendo aproximadamente R$ 500 milhões somente para o estádio.
 
Em paralelo às obras da Arena Verde, segundo Camelo, o estado do Amazonas está executando um projeto de mobilidade urbana, com investimentos da ordem de R$ 800 milhões, que inclui a implantação de um monotrilho, um sistema de transporte coletivo com capacidade para atender 170 mil pessoas por dia. Segundo ele, esse sistema deve reduzir o tempo de deslocamento dos passageiros em até 1 hora.
 
Licença ambiental
Já o diretor-presidente da Agência Estadual da Copa de 2014 do Pantanal, Adilton Sachetti, informou que a principal pendência para o início das obras do estádio na cidade de Cuiabá era a licença ambiental, que foi entregue ontem. "Com a licença ambiental em mãos, daremos a ordem de serviço para o início das obras na próxima semana", afirmou Sachetti.
 
As obras do Estádio Verdão, segundo ele, estão orçadas em R$ 342 milhões, sem incluir equipamentos como placar eletrônico, cadeiras e iluminação. Além disso, o Mato Grosso também precisa construir dois centros de treinamento e melhorar a infraestrutura de transporte urbano e o aeroporto da capital.
 
Sachetti afirmou que o governo de Mato Grosso já incluiu no orçamento um total de R$ 250 milhões ao ano (R$ 1 milhão até 2014) para obras relacionadas à Copa. "Além disso, estamos buscando recursos federais para cumprir todos os compromissos", afirmou.
   
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Entidades defendem piso salarial de R$ 4.650 para fisioterapeutas

Qua - 14 Abr Escrito por Plenário 7
 Durante audiência na Comissão de Seguridade Social e Família, entidades ligadas aos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais cobraram a aprovação do Projeto de Lei 5979/09, de autoria do deputado Mauro Nazif (PSB/RO), que institui piso salarial de R$ 4.650,00. O debate aconteceu no dia 6 de abril.
 
“O piso salarial proposto vem dignificar a profissão de fisioterapeuta. Se aprovado, além de dar a dignidade que falta ao profissional, proporcionará aumento da autoestima de que nós estamos necessitando. E com isto, devolver para a sociedade uma assistência de qualidade”. Essa é a avaliação do presidente da Associação de Fisioterapeutas do Brasil, Reginaldo Antolin Bonatti.
 
Bonatti afirmou que a fisioterapia brasileira é considerada uma das melhores do mundo. “O Brasil teve o maior crescimento no número de publicações científicas. São publicações de impacto, que têm qualidade e servem de referência para trabalhos internacionais”, disse. 
 
Não trabalhamos somente quando ocorrem as disfunções já instaladas. Como profissional da saúde, atuamos também na promoção e prevenção da saúde, assim como na cura e reabilitação. “Muitos associam a fisioterapia somente à reabilitação,o que representa relegar a profissão a um quadro muito simplista. O fisioterapeuta tem uma relevância social, pois tem por natureza importante tarefa na prevenção”, esclareceu Bonatti.
 
O representante da Associação de Fisioterapeutas do Brasil lembrou aos participantes que a população brasileira está envelhecendo. E que esta população certamente necessitará do trabalho do fisioterapeuta, pois junto com o envelhecimento, além das doenças degenerativas, chegam outras doenças inerentes ao envelhecimento. “Aproximadamente, 50 milhões de pessoas são portadoras de doenças crônicas degenerativas, doenças estas que demandam acompanhamento de um fisioterapeuta. O trabalho do fisioterapeuta para os pacientes com doenças crônicas degenerativas é de vital importância”.
 
Piso salarial da categoria
Dados apresentados pelo presidente do Sindicato de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Estado de São Paulo (Sinfito), Edson Stefani, demonstram que o atual piso salarial da categoria praticado hoje é muito baixo - varia entre R$ 650, no Rio de Janeiro, e R$ 1.560, em São Paulo. E a oferta de profissionais no mercado, em sua avaliação, é muito alta: “o Brasil conta com 140 mil fisioterapeutas. Este número é extremamente elevado, se compararmos aos 350 mil em todo o mundo”, avalia.
 
Parecer pela aprovação
O deputado Dr. Paulo César (PR-RJ), relator da proposta na Comissão, antecipou que apresentará parecer favorável ao projeto, atendendo a justa reivindicação da categoria. “Não pretendo alterar o valor proposto pelo projeto. É uma profissão que provou a sua importância, e nada mais digno de que tenham uma remuneração adequada”, ressalta.
 
Custos elevados
O autor do projeto, deputado Mauro Nazif (PSB-RO), estima que, até concluir uma especialização, esses profissionais gastem quase R$ 130 mil. Assim, com o piso atual, seriam necessários oito anos para recuperar
esses gastos. Com o valor proposto, esse prazo cairia para cerca de 2,5 anos. Para ele, o novo piso permitirá ao profissional atualizar-se ainda mais, além de incentivar aqueles que estão se formando.
   
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Câmara amplia acesso às informações detidas pelo Poder Público

Qua - 14 Abr Escrito por Agência Câmara
 Qualquer cidadão poderá pedir, sem dizer o motivo, acesso a dados do seu interesse. O órgão que se recusar a divulgá-los precisará justificar a sua decisão, e mesmo assim ainda caberá recurso.
 
O deputado Mendes Ribeiro Filho foi o relator do substitutivo¹ aprovado pela Câmara. O Plenário aprovou nesta terça-feira o substitutivo  do deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS) ao Projeto de Lei 219/03, que diminui os prazos de sigilo de documentos e informações guardadas pelo Poder Público e estabelece procedimentos para o acesso de qualquer cidadão a esses dados. A matéria segue agora para o Senado.
 
Os documentos que forem classificados como ultrassecretos terão o prazo atual de sigilo reduzido de 30 para 25 anos, com a possibilidade de uma única prorrogação. A contagem começará na data em que eles forem produzidos. O texto acaba com a prorrogação indefinida desse prazo nos casos de documentos que possam causar ameaça externa à soberania nacional ou à integridade do território brasileiro.
 
Os documentos classificados como secretos terão prazo de 15 anos de sigilo, e os reservados de cinco anos. O texto aprovado tomou como base o PL 5228/09, do Executivo, que tramitou apensado  ao PL 219/03, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
 
Pedidos
Qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações detidas pelo Poder Público sem precisar dizer o motivo.
 
O órgão responsável deverá conceder o acesso imediato à informação disponível ou informar a data em que isso poderá ocorrer. Caso o acesso não seja possível, deverão ser indicadas as razões da recusa. Se a negação ocorrer por se tratar de informação sigilosa, caberá recurso à autoridade superior, que terá cinco dias para se manifestar.
 
Em relação à esfera federal, o cidadão poderá também recorrer a um ministro de Estado. Será permitido ainda um último recurso perante a comissão de reavaliação criada pelo projeto. Uma emenda do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) especificou o prazo de cinco dias para a comissão se manifestar.
 
Além disso, se alguém quiser que uma informação deixe de ser classificada como secreta ou ultrassecreta a comissão, que funcionará na Casa Civil da Presidência da República, poderá ser acionada.
 
Pluralidade
Composta no texto original apenas por ministros de Estado, a comissão terá também integrantes indicados pelo Legislativo e pelo Judiciário, por sugestão do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG). E uma emenda do deputado Miro Teixeira tornou-a paritária.
 
Ela deverá rever de ofício, a cada quatro anos, a classificação de informações secretas ou ultrassecretas; ou também a pedido de pessoa interessada. Se esse prazo não for cumprido, o documento deixará automaticamente de ser considerado sigiloso.
 
A primeira dessas revisões acontecerá depois de outra que deverá ser feita pelos órgãos que classificaram originalmente o documento. Eles terão dois anos para fazer isso, a partir da vigência da futura lei.
 
Presidente
Uma emenda do deputado Raul Jungmann (PPS-PE) determina que o sigilo de dados que possam colocar em risco a segurança do presidente da República (como a sua rotina pessoal e os seus hábitos de consumo, por exemplo) valerá também apenas para o cônjuge e os filhos, em vez dos familiares em geral, como estava previsto no substitutivo. Os dados serão liberados depois do término do mandato.
 
Transparência
O presidente Michel Temer disse que a aprovação do projeto "foi um momento alto da Câmara", e lembrou que a Casa já adotou a transparência absoluta das suas contas.
 
Segundo o deputado Mendes Ribeiro Filho, "a Câmara votou uma das legislações mais importantes da história do País", pois o texto “muda a nossa história e é de vital importância para a liberdade de informação”. Ele elogiou o presidente da República pela iniciativa do projeto.
 

¹ Espécie de emenda que altera a proposta em seu conjunto, substancial ou formalmente. Recebe esse nome porque substitui o projeto. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação, mas pode ser rejeitado em favor do projeto original.
   
 

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