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Pré-sal: Câmara aprova benefício a estado que não produz petróleo

Seg - 08 Mar Escrito por Portal da Câmara
 Emenda aprovada nesta quarta-feira prevê a distribuição dos royalties do petróleo com base nos fundos de Participação dos Estados e Municípios. A medida diminui os recursos hoje assegurados aos estados produtores.

O Plenário concluiu, nesta quarta-feira, a votação do Projeto de Lei 5938/09, do Executivo, que prevê novos critérios de distribuição dos royalties  do petróleo e cria o regime de partilha para os blocos do pré-sal  ainda não licitados. A proposta, a última relativa ao pré-sal que ainda precisava ser votada na Câmara, segue para o Senado. A principal mudança em relação ao texto do substitutivo  do relator Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), aprovado em 2009, é a aprovação de uma emenda dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), Humberto Souto (PPS-MG) e Marcelo Castro (PMDB-PI) que beneficia os estados não produtores de petróleo.
 
Cálculos do deputado Marcelo Castro indicam que com o texto aprovado o Piauí, por exemplo, passará a receber R$ 1 bilhão por ano, em vez dos R$ 260 milhões que viriam com a fórmula prevista sem a emenda. Já os recursos para o Rio de Janeiro poderão cair de R$ 24 bilhões para R$ 680 milhões.
 
A emenda, aprovada por 369 votos a 72 e 2 abstenções, recebeu críticas dos parlamentares dos estados produtores. Ela determina que, preservada a parte da União nos royalties e na chamada participação especial, o restante será dividido entre estados e municípios segundo os critérios dos fundos constitucionais (FPM  e FPE). Os estados ficarão com metade dos recursos e os municípios com a outra metade.
 
A nova regra valerá tanto nos contratos de partilha quanto nos de concessão. Porém, ela entra em conflito com outros pontos do texto já aprovado e que preveem regras diferentes para a divisão de royalties dos contratos de concessão do pré-sal e da participação especial.
 
O texto da emenda exclui a parte do substitutivo que já disciplinava a distribuição de royalties da exploração do pré-sal sob o regime de partilha. Entretanto, não são excluídos explicitamente os artigos sobre a divisão dos royalties e da participação especial, devidos nos contratos de concessão.
 
Partilha
No caso dos contratos futuros do pré-sal sob o regime de partilha, o substitutivo aumenta de 10% para 15% o percentual de royalties a ser pago pelas petrolíferas com base no total produzido.
 
Argumentos
Para o deputado Humberto Souto, não se pode dizer que a emenda sobre a divisão dos royalties é da oposição, pois parlamentares de vários partidos apoiaram a iniciativa. "É uma questão de justiça. O petróleo é da União e essa distribuição já deveria ter sido feita", afirmou.
 
De acordo com Ibsen Pinheiro, a aprovação da emenda demonstra que estão superadas as divisões ideológicas entre esquerda e direita. "É justo que o petróleo explorado pertença a todos os brasileiros, pois todos somos iguais perante a lei", disse. Segundo o líder do PPS, Fernando Coruja (SC), autor do destaque que permitiu a votação da emenda, a nova regra inverte a concentração de recursos, "pois permite que os municípios com menos dinheiro participem da riqueza do petróleo".
 
Bônus 
Do montante do bônus de assinatura do pré-sal, a maior parte deverá ser distribuída entre todos os municípios (35%) e todos os estados (35%) pelos critérios do FPE e do FPM.
 
Esse bônus é um valor fixo que o explorador do petróleo deve pagar à União no ato de formalização do contrato. Ele já existe no modelo de concessão e o governo federal fica com o valor total; mas, no regime de partilha, o substitutivo destina 10% aos estados e municípios.
 
Do valor atribuído à União, uma parte ficará com a Petro-Sal, conforme proposta que caberá ao Ministério de Minas e Energia elaborar, submetida a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Veja como votou cada deputado.
 
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Anvisa: farmácias devem manter remédios fora do alcance dos clientes

Qua - 24 Fev Escrito por Agência Brasil
 Anvisa define quais alimentos poderão ser vendidos, quais serviços poderão ser prestados e orienta sobre a realização da venda por meios remotos (telefone e internet)
 
Após o prazo de 180 dias estabelecido a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a fiscalizar o cumprimento das novas regras de funcionamento para as farmácias. Segundo a resolução, os medicamentos não poderão mais ficar ao alcance dos clientes, incluindo os produtos isentos de prescrição médica (que podem ser comprados sem apresentação da receita do médico).
 
A resolução também definiu quais alimentos poderão ser vendidos nas farmácias, quais serviços poderão ser prestados e orientou sobre a realização da venda por meios remotos (telefone e internet). Os únicos medicamentos que poderão ser comprados diretamente pelos consumidores nas prateleiras são os fitoterápicos, preparações de uso dermatológico e medicamentos oficinais (como água boricada, glicerina, hidróxido de magnésio). O uso de medicamentos isentos de prescrição tem aumentado o número de intoxicações, além de mascarar doenças graves.
 
Em 2007, 30% das intoxicações no país foram causadas por medicamentos. Na cidade de São Paulo, no mesmo ano, de 600 casos de intoxicação por medicamentos, 150 foram causadas por medicamentos isentos de prescrição, segundo a Anvisa. 
 
Ainda segundo a resolução, será permitida a venda de alimentos para fins especiais (para dietas com restrições de sódio ou de nutrientes, por exemplo), alimentos para grupos populacionais específicos (como idosos e gestantes), suplementos vitamínicos e/ou minerais, mel, própolis, geléia real e alguns tipos de alimentos comercializados sob a forma de tabletes, saches ou similares. 
 
Entre os serviços que poderão ser prestados pelas farmácias, o farmacêutico poderá monitorar a pressão arterial e a temperatura corporal, administrar medicamentos injetáveis e inalatórios e realizar o atendimento domiciliar. As farmácias poderão oferecer o serviço de perfuração de orelha, desde que realizado em condições adequadas. Para oferecer medicamentos por meio remoto (telefone e internet), elas devem existir fisicamente e estar abertas ao público. 
 
De acordo com o texto, continua permitida a venda de plantas medicinais, drogas vegetais, essências florais empregadas em floralterapia, cosméticos, perfumes, produtos de higiene pessoal, produtos médicos e para diagnóstico, mamadeiras, chupetas, bicos e protetores de mamilos, lixas de unha, cortadores de unhas e similares.
 
As farmácias que não se adequarem às normas, poderão receber multas  que variam entre R$ 2 mil até R$ 1,5 milhões.
 
   
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Pinga-Fogo - PMs e bombeiros

Seg - 08 Fev Escrito por Agência Câmara
Dr. Paulo César (PR-RJ) solidarizou-se com os bombeiros e policiais militares que reivindicam equiparação salarial com os integrantes da categoria no Distrito Federal. O deputado destacou que, em muitos estados, os militares, que em sua opinião desempenham papel fundamental para garantir a segurança da população, recebem “salários aviltantes”. Dr. Paulo César pediu ainda que os bombeiros e policiais militares continuem mobilizados, mesmo que a PEC 300/08 não seja incluída na pauta de votações desta semana.

Fonte: Agência Câmara
   
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Congresso promulga hoje PECs da alimentação e dos agentes de saúde

Qui - 04 Fev Escrito por Agência Câmara
 O Congresso Nacional realiza hoje sessão para promulgar duas emendas constitucionais: a Emenda 63, que prevê uma lei federal para definir o piso salarial dos agentes de saúde; e a Emenda 64, que inclui o acesso à alimentação como um dos direitos sociais previstos na Constituição.
 
A Emenda 63 tem origem na PEC 391/09 , do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), que foi aprovada no ano passado. Já a Emenda 64 tem origem na PEC 47/03, do Senado, que foi aprovada ontem pela Câmara.
 
Atualmente, o texto constitucional prevê como direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, e a assistência aos desamparados.
   
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VOZ DO BRASIL - Deputados debatem criação de semana nacional da amamentação

Qui - 28 Jan Escrito por Rádio Câmara
Tramita na Câmara projeto que cria a Semana Nacional de Amamentação, a ser lembrada em agosto. A jornalista Daniele Lessa, repórter da Rádio Câmara, tem mais informações a respeito da proposta.
Daniele Lessa: A primeira semana de agosto pode se transformar na Semana Nacional da Amamentação. Entre os dias primeiro e sete de agosto, em vários países já se destaca a Semana Internacional de Amamentação. Um projeto de lei aprovado em dezembro na Comissão de Seguridade Social e Família traz essa data também para o Brasil. O relator, deputado Dr. Paulo César, do PR do Rio de Janeiro, destaca a importância de haver uma data para campanhas de incentivo ao aleitamento.
 
Doutor Paulo César: É importante que a Semana Nacional de Aleitamento materno seja marcada realmente por campanhas do governo federal, do governo estadual, dos prefeitos, para que realmente haja uma conscientização para que as mães atentem bem para esse fato, é muito importante para o primeiro alimento da criança, o leite materno.
 
Daniele Lessa: A criança que mama exclusivamente no peito até os seis meses tem menos problemas de saúde ao longo da vida. Pesquisas apontam também que os índices de criminalidade são maiores em adultos que não mamaram no peito quando eram bebês. As mães também são beneficiadas quando amamentam, pois t~em menos chances de ter câncer de mama e cãncer de colo do útero. Mesmo com todos esses benefícios, a coordenadora do Banco de Leite do Hospital de Taguatinga, Sandi Sato, aponta que uma mudança cultural nas décadas de 70 e 80 fez com que o hábito de amamentar ficasse em segundo plano.
 
Sandi Sato: A gente vem de uma cultura em que foi muito valorizado o aleitamento artificial, relacionando com o feminismo, com a mulher que trabalhava, com a mulher independente, o aleitamento materno era uma limitação. E isso permitiu que as indústrias alimentícias entrassem com os leites artificiais.
 
Daniele Lessa: Sandi Sato destaca que as mulheres não encontram apoio em casa e no trabalho para oferecem o peito aos seus bebês, sendo que a sociedade precisa oferecer condições para que a amamentação seja possível. A pediatra dá o exemplo de uma empresa privada do Distrito federal, que ampliou a licença maternidade para seis meses e montou um berçário no local de trabalho.
 
Sandi Sato: Até que a criança entre em idade escolar, o bebê fica com a mãe enquanto ela trabalha. Então a mãe fica mais despreocupada, o número de faltas é menor, ela trabalha com mais estímulo porque ela se sente valorizada. Empresas que apoiam a amamentação têm um melhor rendimento das suas funcionárias, elas trabalham mais felizes e mais tranquilas.
 
Daniele Lessa: O projeto de lei que institui a primeira semana de agosto como a Semana Nacional da Amamentação agora será analisado pelas Comissões de Educação e Cultura, e de Constituição e Justiça. Se for aprovado e não houver recurso, segue o Senado. De Brasília, Daniele Lessa.

Rádio Câmara - Deputado na voz do Brasil - segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
http://www.camara.gov.br/internet/Radiocamara/default.asp?selecao=MAT&Materia=99055
   
 

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